Gravidíssima

Desde a descoberta da gravidez até a chegada do bebê e os desafios de uma jovem mãe de primeira viagem. Como é difícil e ao mesmo tempo incrível desvendar a magia da maternidade.

Gravidíssima

Desde a descoberta da gravidez até a chegada do bebê e os desafios de uma jovem mãe de primeira viagem. Como é difícil e ao mesmo tempo incrível desvendar a magia da maternidade.
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Terra Blog

31.07.08

Outro mundo

Ser mãe é viver em outro mundo. Um mundo completamente diferente daquele que conhecíamos. Na prática, para quem volta a trabalhar, parece que as coisas voltam a ser como eram. Mas não volta, não.

Depois de um dia cheio, de falar com clientes, jornalistas, sair pela cidade, às vezes até sair DA cidade para acompanhar uma entrevista ou filmagem, não há nada melhor do que chegar em casa e olhar para o rostinho do meu filho.

Ele ilumina tudo. Ele faz eu esquecer tudo. Cada reclamaçao, cada pendência, cada chatice, ou mesmo as coisas boas que aconteceram no dia (que, ainda bem, sao muitas).

E claro, começa a parte II do dia. Afinal, engana-se quem pensa que dá para chegar em casa, se jogar no sofá e assistir tv até a hora de dormir. Nada disso. Começa tudo de novo: leva-lo pra minha casa, dar banho, refazer a malinha do dia seguinte, preparar mamadeira, dar a mamadeira, fazer dormir... E aí sim, o dia começa a querer acabar.

Mas é tudo tão bom, tão verdadeiro. Sem cobranças, sem stress. Se o pai ajuda então, é melhor ainda, porque nao fica tão cansativo. O Ri tem ajudado muito à noite, porque pra ele também é um presente poder dividir esses momentos com o Cadu.

Claro que há momentos em que gostaríamos de poder descansar um pouco mais, principalmente às sextas-feiras, quando todo o cansaço da semana bate de uma vez. Mas, na hora mesmo, basta dar aquela respirada profunda, pensar: Ok, vamos lá! Tudo por essa coisinha linda, maravilhosa, amor da minha vida.



Amor da minha vida!

Amor da minha vida!



É isso que ele é!

O amor da minha vida!

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 16:36:37

10.07.08

Mãe guerreira

"No momento em que estamos lá na selva, nós sofremos muito, mas o que faz sofrer mais é saber que as pessoas que amamos estão sofrendo também. As pessoas que eu mais tenho vontade de agradecer são as que ajudaram a acalmar o sofrimento da minha família."

 

Essa frase foi dita em entrevista ao Terra, por Indrid Betancourt. Ao ser perguntada sobre suas prioridades agora que está livre, após mais de seis anos, ela disse:

 

"A primeira é de pagar uma dívida, diante dos meus filhos e da minha família. Eles sofreram muito, e é um sofrimento que lhes marcou profundamente. Eles se transformaram por causa do meu drama. Para o bem, em muitos aspectos, mas infelizmente para o mal também. Há muitas dores neles que é preciso cicatrizar.

Eles esperam que eu os defenda, neste momento. Eles combateram por tanto tempo. Tiveram muitos amigos, mas também muitos inimigos, pessoas que os criticaram. E o meu papel agora é defendê-los. Eu quero que eles sintam que agora eu estarei para sempre com eles, para lutar ao lado deles. Eu quero ser uma espécie de carapaça para tentar evitar que eles sofram mais. "



O que é a história dessa mulher, gente?! Ela foi sequestrada, amargou durante anos em meio a guerrilheiros cruéis, constantemente vigiada sob a mira de pesadas armas. Fazia xixi e outras necessidades na frente de todos, debaixo de luzes de lanternas. Quase morreu de desnutrição, precisou ser medicada, foi humilhada, usada, presenciou cenas inesquecíveis de violência...

 

A apesar de tudo isso, o seu maior sofrimento era saber que seus filhos estavam sofrendo com sua ausência.

 

Não é incrível? Um coração de mãe é um coração guerreiro. Afinal, e daí que estamos sofrendo? O que importa a partir do momento em que decidimos nos doar a um outro ser, que faz parte de nós, é que ele esteja bem. Todo o resto pode se danar, desde que saibamos que um filho está feliz, nao tem dor, não sofre.

 

Claro que, além desses depoimentos que destaquei, Indrid falou de política, da luta de idéias, das Farc, do resgate e de seus planos daqui para frente. Seu nome marcou a história política do mundo, isso é inegável. Mas, lendo sua entrevista, o que chamou mais a atenção, agora que vivo a maternidade, foi saber que sua grande prioridade, independentemente de qualquer situação violenta que tenha vivido, foram e sempre serão seus filhos.

 

É algo para se pensar e admirar, sem dúvida.

 

Abaixo, a minha razão de viver:

 

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 13:03:36

19.06.08

Vida de mãe

Eu sei, eu sei, demorou um tempão para eu reaparecer. Mas a correria é demais. Quando eu chego em casa, quero só curtir meu filhinho e depois cair na cama para só acordar no dia seguinte.

Não tem novela, não tem filme, não tem "Friends". É Cadu e cama. De vez em quando, um jantar não faz mal a ninguém, então, às vezes é Cadu, jantar e cama.

 

Para minha sorte, meu filho é um anjo. Um anjo loiro. Ele dorme de 12 a 13 horas por noite, acorda, mama e volta a dormir por mais 1 ou 2 horinhas. Quando chega na casa da minha mãe para passar o dia, é todo sorrisos. Estica os bracinhos para ir no colo da minha mãe, no colo da Eva, ou no colo de quem for.

 

De vez em quando, como não poderia deixar de ser, ele estranha uma ou outra pessoa. Normal. Depende do humor dele, da fome, do sono, do lugar. Mas na maioria das vezes, ele é mais aberto.

 

Teve chá de bebê da minha prima Bruna, e foi perfeito. O Cadu se comportou demais. Ficou bonzinho!! Eu toda preocupada com o bem-estar dele, com a fome, sono. Mas que nada! Ele estava adorando tudo. Adorando as pessoas, rindo muito.

 

Ele e a Vodka é a coisa mais fofa. Ele se estica todo quando ela aparece perto da gente. Ele pega a orelhinha dela, puxa, depois passa a mão no pêlo dela, e aí ela lambe a mão dele, a perna, a cabeça, tudo!!! Ele simplesmente ADORA isso. Fica dando gargalhadas (que aliás, bebê dando gargalhada é a coisa mais fofa do mundoooo!!!!).

 

Como diz minha mãe, ao olhar para ele, passam ondas de amor e excitação pelo corpo. Dá vontade de abraçar, beijar e nunca mais largar. Agora, no frio, ele anda todo agasalhado, com casaco de ursinho, meias lindas, macacão quentinho. Ele fica todo fofo e muito gostoso pra brincar.

 

Ele está com 5 meses, então agora, tudo é festa. Música é festa, brinquedo colorido é festa, palminha é festa, tirar a roupa é festa. Ele adora tudo, curte tudo, olha tudo, pega tudo e põe na boca!!!

 

Que fase!!!! Eu estou amando tudo, porque apesar do trabalho que dá (não adianta falar que não dá, porque DÁ SIM, e muito), é gratificante, reconfortante, apaixonante.

 

Um pedacinho de mim ali, rindo, brincando, crescendo, descobrindo o mundo, as pessoas, a família, os objetos, as cores... Nossa, é demais mesmo.

 

Cada vez que o tempo passa eu compreendo mais o quanto é possível se sacrificar por um filho. Gente, eu morreria por ele, tranquilamente. Sem pestanejar, sem pensar nem uma vez!

 

Um filho é uma jóia rara, uma preciosidade (aliás, de vez em quando eu faço a voz do Smeagle e falo pra ele: "My prrrrreciousssss", hahahahaha, ele adora!!!).

 

Mas é isso mesmo, ele é TUDO.

 

Calma, pessoal, eu estou por dentro do esquema de educar com amor e não com permissividade exagerada. Eu vou falar muito "não" pra ele, porque tem que aprender a enfrentar o mundo e seus percalços. Filho superprotegido, não!!!

 

Porque quem ama, educa. Eu sou dessa linha. Não ligo de ser a vilã, de ser mais chata que os tios ou que a vovó. Eu posso ser chata, mas a educação vai ser nata. (Urruo! Rimou!).


Eu vou esperar minha sócia engravidar (para os nossos amigos, CALMA, gente, não é que já está encomendado, mas é que não vai demorar muito!!!), pra depois eu engravidar de novo. Porque filho TEM que ter irmão. Já cheguei também a essa conclusão.

 

Imagine tudo em dobro!!!!

 

Olhem só minha rotina diária passo a passo:

 

1) entre 6h30 e 9h: Cadu acorda;

2) Ricardo corre no quarto dele, brinca, troca a fralda, traz pra mim na cama;

3) Amamento.

4) Ele dorme no peito.

5) Coloco-o de volta no berço, dormindo.

6) Escovo os dentes, faço xixi, ponho roupa.

7) Arrumo a malinha do Cadu.

8) Desço e coloco mala e bolsa no carro.

9) Brinco com a Vodka

10) Tomo uma xícara de café que a empregada já deixa pronta desde quando chega.

11) Subo, pego o Cadu.

12) Coloco-o na cadeirinha do carro.

13) Vou para casa da minha mãe (cantando o caminho inteiro).

14) Subo de elevador com ele.

15) Tomo mais uma xícara de café com minha mãe ou com a Eva.

16) Vou para o escritório

17) Trabalho (o que pode envolver idas a reunioes diversas, ou o dia todo na frente do computador e no telefone, ou idas a eventos)

18) Volto pra casa da minha mãe

19) Amamento.

20) Vou pra casa

21) Tiro ele do carro e imediatamente o coloco no berço com o móbile ligado

22) Tiro as outras coisas do carro.

23) Brinco com a Vodka

24) Preparo o banho do Cadu

25) Dou banho e troco

26) Amamento

27) Ele dorme no peito depois de uns 30 minutos

28) Ponho o Cadu no berço, cubro bem direitinho

29) Tomo banho

30) Faço um jantar rápido (quando nao tem nada pronto)

31) O Ri chega

32) Jantamos

33) Conversamos

34) Assisto uns 10 min de alguma coisa no quarto e pego no sono.

 

E no dia seguinte, começa tuuuudo de novo...

 

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 14:06:29

27.05.08

Love you forever

A Tracy, esposa do meu primo que mora no Canadá, tem uma filhinha linda chamada Maya, de 1 aninho. Eles estiveram em São Paulo em fevereiro, e conheceram o Cadu bem pequenininho.

Ela me prometeu que me mandaria um livro lindo. E chegou!

 

O livro se chama "Love you forever" e é uma historinha fofa e emocionante de uma mãe com seu bebêzinho, que cresce, cresce e se torna um homem. As estrofes são curtas e lindas, sempre terminando com a música que a mãe cantava para o filho no berço: "I'll love you forever; I'll like for always; As long as I'm living; My baby you'll be".

 

Lindo.

 

Aproveitando o espaço, quero contar que fui visitar a Maria Laura, agora com cerca de 15 dias de vida. Uma coisinha fofa demais, comilona e toda de rosa... Comentei com a Vívian que quando crescerem, nossos filhos vão brincar juntos lá na piscina de Valinhos. O Cadu com filtro 50 e chapéu, a Maria Laura de biquíni e um bronzeado de dar inveja.
Que cor de pele essa menina tem, gente!!!!

 

Parabéns à Viví que está levando a experiência da maternidade com uma facilidade incrível!

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 14:35:42

Update, correções e muito amor

Aqui estou eu de volta com notícias do meu filhote. Aliás, eu estava oscilando entre escrever o apelido dele como "Cadu" ou "Cadú", com acento.

Fui corrigida por um querido amigo, que me alertou, coberto de razão: oxítona terminada em u, NÃO tem acento!!!

 

Portanto, sem mais dúvidas, de agora em diante é CADU.

 

Voltando ao assunto: a saúde dele está em perfeitas condições. Ele está bom do resfriado e só tem um pouco de nariz escorrendo. Mas isso, o pediatra disse que pode ser rinite, já que eu tenho. Provavelmente ele deve ter alergia a alguma coisa - poluição, pó, pêlo de cachorro - e isso causa esssa constante situação. Mas deve passar com o tempo, num vai-e-vem, com o qual terei que me acostumar.

 

Ele está pesando 7kg e medindo 67cm. Ou seja: um touro. Mama como se não houvesse amanhã. Mama tanto que estou tendo que complementar com leite "nan". A pedido do pediatra, ja que meu peito não dá mais conta de produzir tanta quantidade para o dia todo.

 

Por um lado, me livrei do desconforto de tirar leite com a bombinha toda hora. Agora, fico no trabalho tranquila, sabendo que ele terá uma alimentação saudável, recomendada pelo pediatra e em quantidade suficiente para matar sua fome.

 

CLAAARO que nos outros horários eu amamento no peito. De manhã, final da tarde e à noite a produção é natural... Rsrsrs...

 

Faz parte. Nem me estressei. Tem mãe que começa a viajar e se sentir incapaz, culpada etc. Mas gente, nada disso. A vida é assim, um ciclo de acontecimentos, ação e reação. Começou a trabalhar, aumentou o stress diário, provavelmente o leite vai cair de quantidade. Normal. A vida moderna tem dessas coisas.

Eu é que não vou me colocar numa cruz tão cedo. Acho melhor a gente deixar para se julgar mais pra frente, talvez quando os filhos atinjam a fase adulta e comprovem de uma vez por todas se a educação foi eficiente ou não.

 

De qualquer maneira, cada um com seus fantasmas. Os meus eu tento espantar mais rápido. O Cadu é uma bênção na minha vida. Eu estava lendo a entrevista com a Dani Winitz na Contigo, e ela disse que não sabia como podia ter vivido tanto tempo sem o filho dela. E é isso que eu penso: como eu iria aguentar viver sem ele? Como a gente existe sem esse pedaço nosso, essa vida que vai levar adiante a nossa missão, nosso legado, nosso amor, nossos genes, enfim, é uma coisa muito louca.

 

O amor, nem se fala, é tão grande que é melhor nem tentar explicar. Recomendo a todos sentirem esse amor. Vale a pena se doar por eles, acordar por eles, chorar por eles, levar xixi na cara por eles. Imagina, é o mínimo...

 

 

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 14:31:01