Gravidíssima

Desde a descoberta da gravidez até a chegada do bebê e os desafios de uma jovem mãe de primeira viagem. Como é difícil e ao mesmo tempo incrível desvendar a magia da maternidade.

Gravidíssima

Desde a descoberta da gravidez até a chegada do bebê e os desafios de uma jovem mãe de primeira viagem. Como é difícil e ao mesmo tempo incrível desvendar a magia da maternidade.
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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008

31.03.08

Amor que preenche - primeiro dia de uma nova vida

Hoje é o primeiro dia de uma nova vida. A tal vida dupla que muitas mulheres já conhecem bem. Talvez, alguns pensem que é cedo demais. Mas, estou tranqüila e feliz por ter encontrado uma forma de voltar ao trabalho que será indolor e lenta, possibilitando uma adaptação completa minha e do Cadu a essa vida "separados".

 

Montei o quartinho dele na casa da minha mãe. Na verdade, minha mãe se empolgou e arrumou o quarto que era da minha irmã, com bom gosto e conforto. Trocou a cortina, transformou a cama em um sofá gostoso, colocou uma nova televisão, e nós compramos um  bercinho bem bacana.

 

Compramos também um tapete de atividades, desses em que o bebê fica deitado embaixo de um monte de brinquedinhos. Assim, ele terá muita distração, nos períodos em que estiver acordado.

 

A Eva, que trabalha com a gente há mais de 10 anos, está empolgadíssima para cuidar dele. Mãe de dois filhos, ela tem aquele jeito com criança de quem aprendeu e nunca mais esquece.

 

Ontem, tirei o leite com uma bombinha manual. Doeu pra caramba, mas consegui pegar o jeito, depois de quase 1h bombeando meus peitos...

 

Procurei fazer tudinho como vou ter que fazer diariamente. Esterilizei as mamadeiras, optei pela mais adequada para a idade dele, guardei todas dentro de um ZipLock, tirei o leite, enchi uma delas e coloquei na geladeira.

Fiz uma malinha para o Caduzinho com mudas de roupas e fraldas de pano. O resto já tem tudo na casa da vovó!!! Fraldas, pomadas, trocador, lençol... Está tudo lá, na segunda casa do Cadu.

 

Hoje eu ficarei o dia todo com ele lá. Para ele perceber que é um ambiente meu também. A única diferença vai ser o transporte. Ele vai perceber que de manhã, vamos sair daqui e ir para um outro lugar.

 

Na hora da mamada nova, com mamadeira, eu ficarei do lado dele. A Eva ou minha mãe vão dar o leite, e eu ficarei sentadinha do lado, fazendo carinho e conversando com ele. Assim, espero acalma-lo e faze-lo compreender que essa mamadeira é o meu leite, e mesmo que eu nao esteja com ele, é uma mamada cheia de amor, preparada com muito carinho por mim.

 

A partir de amanhã, passo a ir ao escritório após o almoço. Ficarei com ele a manhã toda. Depois, volto para buscá-lo no fim da tarde e levo pra casa, onde darei o banho de sempre, que ele ama, e as mamadas da noite - no peito!!!

E assim começaremos tudo de novo.

 

Dentro de algumas semanas fazendo isso, sentindo que ele se adaptou bem, passarei a deixá-lo e ir direto ao trabalho, periodo integral, deixando duas mamadeiras, referentes às duas mamadas que eu nao terei disponíveis pra ele.

 

Se estou bem com essa coisa toda? Poderia estar melhor... Acho que toda mãe deve se sentir assim. Mas sabe, acho que seria até pior ficar 4 meses grudada nele, e de repente, ter que bater ponto das 9 as 18h, deixando-o em alguma creche.

 

Acho que o meu jeito está bem gostoso e seguro. É um pouco mais cedo do que uma licença-maternidade de empresa, mas é tranqüilo. Acompanharei a primeira mamada-artificial, estarei com ele durante todas as manhãs até senti-lo seguro ficando sem mim à tarde. Ele estará numa casa em que ele é muito amado, rodeado por avó, avô, tios e tias (minha irmã e meu cunhado estão sempre por lá na hora do almoço).

 

Eu não poderia pedir oportunidade melhor de voltar ao trabalho, com uma estrutura tão feliz.

 

Estou aqui sentada na sala da minha casa, esperando meu marido descer pra me levar. Hoje ele vai ficar com o carro. Tenho as tralhas do Cadu prontas, um friozinho na barriga, uma dose pequena de culpa, mas muuuuito amor no meu coração e uma certeza de que esse amor todo vai dar conta de ocupar as horas em que estarei longe dele.

 

Com uma lágrima sincera de mãe trabalhadora, deixo este post!

 

 

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 10:23:25

29.03.08

Menor de idade e vacinado

No final da semana levamos o Cadu para vacinar. Faltavam vacinas importantes, que acabamos não dando por causa da internação.

Coitadinho, justo no dia das vacinas, ele estava super sorridente, calminho e tranquilo. Depois das picadas, não ficou mais tão bem humorado...

 

O importante é que ele está imunizado contra várias doenças. A gente acabou dando outras vacinas que estão fora do programa do governo, em uma clínica particular, para protegê-lo contra possíveis doenças respiratórias, como pneumonia.

 

Não saiu barato, mas a saúde do meu filhote não tem preço!!! Ainda mais depois de ter passado aqueles dias terríveis no hospital.

 

Nunca mais!!!

 

Na clínica, tinha um aquário gigante e o Ri ficou olhando os peixinhos com o Caduzinho no colo. Achei o momento bacana e registrei, sentada na sala de espera:

 

 

Agora, ele está cada vez melhor, recuperando-se da bronqueolite. As recomendações do pediatra foram claras: não expô-lo tão cedo a situaçoes de risco, levando-o a lugares fechados com muitas pessoas e crianças...

 

Com isso, vamos perder o Chá de Bebê dos nossos queridos primos Vívian e Evandro, que esperam ansiosamente pelo nascimento da pequena Maria Laura.

Lindos, desculpem-nos por não podermos ir!! Mas é por uma ótima e importante causa!!! Esperamos que o Chá seja divertidíssimo e inesquecível.

 

Enquanto isso, estaremos aqui em casa, com nosso príncipe e suas descobertas. Compramos um tapete de atividades, onde ele ele fica deitadinho sob um arco cheio de brinquedos. É incrível ver como ele olha e tenta alcançar e brincar com cada uma das peças coloridas. Ele ri muito, é muito bacana!

Ops! Chorinho! Tenho que ir!

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 13:42:32

25.03.08

Agradecimentos e update

Obrigada amigos pelas ligações, torpedos, posts e scraps. É sempre bom saber que temos pessoas queridas torcendo pela gente!!! Saibam que para cada um de vocês também desejo só as melhores coisas.

Quero aproveitar essa corrente de amigos e pedir que torçam muito por uma outra nenezinha que nasceu esses dias e está passando por um pós-parto bem difícil na UTI neo natal. A mãe é uma conhecida minha, que nao vejo há séculos, mas fiquei sabendo por outras pessoas. Para preservá-la - já que nem somos tão próximas - não citarei nomes. Apenas mentalizem forças positivas para ela, ok?

 

Depois que a gente tem filho, cada história envolvendo bebês ou crianças tem um peso muuuito maior. É muito louco isso. Parece que o instinto materno é extensivo a todos os filhos do mundo. Qualquer notícia ruim dá um aperto no peito, uma tristeza, quase como se fosse a gente.


A Carol que tem um bebezinho e está sempre aqui no blog sabe bem o que estou falando, to errada???

 

A verdade é que minha mãe tem razão quando diz que o difícil de ver o bebê doente é entrar em contato com o tamanho da fragilidade daquele serzinho tão indefeso.

 

Mas é isso aí, forças e energias positivas!!!

 

No mais, o Cadu está indo super bem. Ainda tem um ronquinho quando respira, mas é superficial, não é nada grave. A medicaçao terminou ontem à noite, então agora é só observar.

 

Amanhã tem pediatra! - outro, pois nós nos chateamos um pouco com o médico anterior - e ele vai nos dizer se está tudo indo bem. Já vou levar todas as mamadeiras que ganhei para que ele me indique a melhor para a minha mãe dar o meu leite pra ele, quando eu estiver no trabalho.

 

Agora, vou entrar em um site de loja de bebês para comprar algumas coisas super necessárias que ainda não temos. Como estou cuidando do meu pequeno, o jeito é comprar on line mesmo!!!

 

Obrigada mais uma vez, pessoal, por todo o apoio e preocupação!!

 

Carlos Eduardo 15 dias atrás (antes da crise)

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 12:43:44

24.03.08

(8 dias)

Tem gente que deve ter estranhado esses 10 dias sem atualização do blog. Alguns sabem o que aconteceu. Quem não sabe, não se sinta mal, não foi algo que saímos contando para todo mundo. Foram dias de atenção total ao Cadu e nada mais.

 

Foram 8 dias da minha vida que posso considerar fora do seu ciclo. Como se tivessem aberto um parênteses para que eu não fizesse nada mais a não ser viver os momentos que vivi com meu filho.

 

Aquela tosse do Cadu não melhorou. Na sexta-feira dia 14, resolvi ir ao PS. O Ri chegou em casa e fomos como Cadu direto para o hospital. Ao ser examinado, o veredicto: Bronqueolite.

 

Um problema aparentemente comum em bebês de 0 a 1 ano. Alguns médicos dizem que depois dos 3 meses de vida não acontece mais. Outros discordam e já viram crianças de até 2 anos apresentarem os sintomas.

 

Trata-se de um vírus. Ou seja, o Cadu pegou no ar. Pode ter sido qualquer hora. Pode ter sido no jantar que fomos no final de semana anterior. Pode ter sido no restaurante, no shopping (demos uma passada rápida para comprar um presente), enfim, uma visita com gripe, ou até mesmo eu ou o Ri.

 

Antes que eu me sentisse culpada por vê-lo daquele jeito, a médica tratou logo de avisar que não havia como protegê-lo disso. Não foi ar condicionado, cachorro, cigarro, nada disso evitaria, já que ele pegou no ar. O jeito teria sido não sair de casa com ele!!! Aí fica difícil né?

 

Bom, depois dos exames e da constatação da Bronqueolite, veio a outra notícia: o Cadu teria que ser internado. Internado???? O choque inicial foi passando graças à demora que levou a papelada da internação. Quando era 1 hora da manhã, nos encaminharam ao quarto 113, lugar onde morei por 8 dias, sem fazer mais nada.

 

Foi muito duro ver as enfermeiras furando a mãozinha dele para colocar o soro, foi duro vê-lo chorar e não poder fazer absolutamente nada para evitar que mexessem nele daquele jeito. Foi duro dormir a primeira noite no hospital sem ter a menor idéia do que era essa doença, do que seria do meu filho a partir daquele momento, em que decidimos entrega-lo aos médicos e confiar 100% no que seria feito ali.

 

O dia seguinte foi o início do tratamento. Algumas coisas eram tranquilas, como dar os remedios pela veia, ou fazer as inalações. O Cadu tinha que ficar o tempo todo com Oxigênio para respirar direito, ja que a bronqueolite forma catarro que impede a oxigenacao do sangue. Até aí, nada demais.

Mas tem outra parte do tratamento que é muito invasiva para um bebezinho, que é a fisioterapia e a aspiração do pulmão, feita com uma sonda bem fininha, que eles enfiam pelo nariz até lá dentro e sugam todo o catarro.

 

Essa hora foi a pior de todas, porque o Caduzinho chorou muito, como nunca antes. Berrava, desesperado. Eu ficava pensando que merda de mãe era eu que estava ali vendo tudo aquilo sem fazer nada! Sem voar no pescoço da médica e mandar ela parar de fazer aquilo com ele. Depois, pensava que merda de mãe era eu que não conseguia olhar para ele daquele jeito sem chorar, ao invés de ficar forte para passar tranquilidade pra ele.

 

Depois de me colocar numa cruz e me martirizar por horas a fio, comecei a passar mal. Tive ânsia de vômito, que depois se concretizou várias vezes... Tive diarréia e nao conseguia parar em pé.

 

O Ri e minha mãe estavam constantemente comigo e com o Cadu. O Ri se recusou a ir pra casa e dormiu comigo e com o nosso filho no hospital, todas as noites. Como só tinha cama para um acompanhante, ele dormia na poltrona mesmo. Ficou várias vezes sem comer, mas não se abateu.

 

Minha mãe passava o dia todo lá comigo. O Ri ia trabalhar e minha mãe era o apoio. Durante as sessões terríveis de aspiração, eu precisava mesmo de mais alguém, porque era muito difícil pra mim.

 

E eu pedia: Meu Deus, faz eu ficar forte de novo! Me ajuda a parar em pé pra poder velar o sono do meu filho!

 

Eu só queria força de novo. Eu sempre vi o lado bom das coisas, sempre. Prefiri sempre fazer o jogo do contente (para quem se lembra do filme da Pollyana). Mas dessa vez, eu procurava, procurava, e nao achava nada bom!!!! Eu PRECISAVA de alguma coisa pra me apoiar e entender que aquilo tudo ia passar logo.

 

No terceiro dia, minha força estava de volta. Aí foi só ter muita paciência, aceitar o tratamento numa boa, segurar o Cadu no colo toda vez que acabavam as sessões, e tentar passar toda a calma do mundo pra ele.

 

E assim se passaram 8 dias que eu não vi a rua, não vi meu carro, não vi um computador, não dormi direito, nem vi amigos e familiares. Definitivamente um parênteses aberto - e graças a Deus fechado - no meio da minha vida.

 

Agora, em casa - chegamos sábado - eu penso que sou uma mãe incrível. Estive lá todo esse tempo, vivendo pra ele, rezando pra ele, cuidando dele e torcendo por ele - e nada mais. Apesar de estar de saco cheio de hospital, de médico, de tudo, eu estava lá, e tudo que me importava nessa vida era a vida do meu filho.

 

Isso faz de mim incrível, não faz?

 

Prefiro acreditar que sim. Que sou humana e precisava desabar pra depois entender que se eu vivi tudo isso, foi para aprender mais, para aprender na dor. Claro que eu prefiro aprender na alegria. Mas não sei, às vezes tem que ser assim.

 

O importante é que o Cadu está bem, voltou pra casa, estou aqui com ele e podem vir as crises - de preferência não, mas sempre existirão as crises - que estou pronta para cada uma delas!

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 10:38:30

14.03.08

Mais um susto!

Passei um susto horrível ontem.

Era noite, e o Caduzinho teve um engasgo dos grandes. Ficou todo roxo, rígido, tossia sem parar e não conseguia respirar.

Nossa, meu coração foi na boca, tremendo eu consegui virá-lo e bater nas costas até tudo passar. Depois disso, ele engasgou mais 3 vezes, e eu fiz a mesma coisa todas elas.

 

Sozinha em casa com ele e a Vodka, fiquei desesperada. Depois que tudo passou desatei a chorar. Liguei para o Ri pedindo pra ele voltar logo pra casa.

 

Ele chegou rápido e ficou com a gente. O Cadu está super abatido por causa da tosse. E esse tempo de São Paulo que só piora!!! Hoje está mais frio do que ontem. E agora é minha vez: estou com uma mega dor de garganta!!!!

 

O importante é que no fim, tudo correu bem. Mal dormi à noite, de ouvido vidrado na babá eletrônica, atenta a qualquer sinal de engasgo. O problema é o catarro da tosse que causa isso. Mas deu tudo certo. Agora é continuar rezando pra essa tosse ir embora logo!!!!

 

Enquanto isso, fotinho nova:

 

Cadu com chapeuzinho do Chaves

 

  • criado por  Bia criado por Bia
  • Postado em 15:04:36